05 março 2017

Alergia a cosméticos




A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) alerta para um dos tipos mais comuns de alergia: o relacionado a cosméticos. Esmaltes, lápis de olho, batom, tinta para cabelo estão entre os mais relatados.

As reações causadas por cosméticos podem ser de dois tipos:

. Dermatite de Contato Irritativa - é mais comum e se caracteriza por coceira, queimação e sensação de "picadas", surgindo logo após a aplicação do produto.

. Dermatite de Contato por hipersensibilidade: resulta da sensibilização alérgica e não depende de ação irritante ou tóxica do produto sobre a pele.

Um dado importante é que a alergia não aparece na primeira vez em que é usado o produto, mas sim com o passar do tempo. Os principais sintomas das alergias a cosméticos são: vermelhidão na  pele, inchaço, formação de bolhas, coceira.

Várias substâncias usadas na pele, como perfumes, cremes e cosméticos, são mais reativas se expostas à luz solar, podendo causar as chamadas fotodermatites.

"Ainda temos outras dificuldades, como, por exemplo, os rótulos desses produtos, que trazem informações confusas, em uma linguagem desconhecida do público leigo", conta a Coordenadora de Assuntos Comunitários da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Dra. Fátima Emerson.

Além disso, podem ocorrer reações cruzadas. Cito a alergia à tintura de cabelo, que é muitas vezes causada por uma substância chamada parafenilenodiamina, usada como fixador. Tatuagens de henna são populares no verão, tanto em adultos como em crianças, pelo fato de serem temporárias e consideradas sem riscos. Porém, alguns tipos de henna negra recebem a adição de parafenilenodiamina, com objetivo de tornar a secagem mais rápida e realçar o desenho. Contudo, as tatuagens temporárias que contém altas taxas desta substância são mais agressivas ao organismo, com maior chance de provocar alergia.

A Dra. Fátima dá algumas dicas de prevenção:

- Use produtos de qualidade certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);

- Guarde os cosméticos em lugar fresco e protegido da luz solar;

- Não use produtos que estejam com o prazo de validade vencido;

- Não compartilhe maquiagens com outras pessoas.

- Não use perfumes quando for à praia ou quando se expuser ao sol.

- Se tiver dúvidas sobre um determinado cosmético, peça orientação ao seu alergista, para evitar reações desagradáveis.





Fonte ASBAI

01 março 2017

IgE nem sempre pode prever uma reação alérgica



Fomos questionados sobre um caso interessante:
- Paciente que teve reação alérgica a camarão (coceira no corpo e língua um pouco inchada, realizou exame para saber se era de fato alérgico a esse alimento e o resultado deu baixo (IgE de 5,03 KU/ml).

Desta forma, recebeu a orientação que não precisaria comprar adrenalina autoinjetável, uma vez que a IgE era baixa e a reação não foi tão grave assim (a rigor, esse paciente nem preenche os critérios de anafilaxia).

Essa pessoa foi passar o Carnaval na praia e quase morreu de anafilaxia por camarão! Teve uma reação fortíssima e precisou ser levado ao hospital, de tão mal que ficou. Felizmente, foi socorrida a tempo e já está bem.

O que teria acontecido?
Como todo exame subsidiário, a IgE precisa ser interpretada. A maioria das pessoas acha que para se fazer um diagnóstico basta um exame, mas exames não dizem tudo. É preciso interpretá-los. No caso de reações alérgicas, uma IgE baixa não significa necessariamente baixo risco. Nem IgE alta significa necessariamente alto risco.

A história clínica é muito importante. Se a pessoa tem história de reação alérgica por um alimento e IgE positiva, independentemente do valor, é altamente provável que essa IgE signifique de fato que aquele alimento seja o responsável pela reação. Nesse caso, independentemente do valor, é muito importante que todas as medidas para se evitar tal alimento sejam tomadas, inclusive prescrição de adrenalina autoinjetável.

Outra coisa: o maior risco para uma reação anafilática grave é reação pregressa, ou seja, se o indivíduo já teve reação anterior, o risco de ter uma outra é grande, embora aqui também haja exceções.

Claro que em muitos casos, IgE alta pode estar relacionada com a gravidade ou com o prognóstico (por exemplo, se a pessoa tem anafilaxia a leite e IgE alta para caseína, é pouco provável que tolere esse alimento, mesmo em preparações culinárias, ou seja, o prognóstico é pior), mas não se pode esperar uma função linear para IgE e sintomas clínicos.

O mesmo vale para se afirmar que IgE alta não é sinônimo de anafilaxia e, infelizmente, muita criança deixa de receber leite ou ovo ou qualquer outro alimento apenas por ter IgE positiva, sem nunca ter apresentado reação alérgica. Isso também não é correto.

Então, para simplificar, podemos dizer o seguinte:

Reação anterior, não espere a próxima!
Pode ser pior, independentemente do valor da IgE.


FONTE: CLIQUE AQUI E VISITE O SITE  ANAFILAXIA BRASIL (onde poderá ler este e outros textos)

24 fevereiro 2017

Carnaval - Alegria sem Alergia

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) preparou algumas dicas para você se divertir no carnaval com muita saúde:




Sprays de espuma podem causar alergias?
São principalmente irritantes primários e podem causar lesões em mucosas, como olhos, boca e nariz. Não podem ser ingeridos e nem devem ser usados por crianças. Alguns não obedecem às normas do INMETRO por serem importados de forma ilegal, além de serem inflamáveis. O contato prolongado com a pele pode causar sensibilidade, que é uma forma de alergia.

Quais os cuidados na hora de pintar o rosto da criança para o Carnaval?
Usar tintas orgânicas, cobrir pouco a pele, já que áreas extensas cobertas perdem a capacidade de eliminar toxinas e não deixam o suor sair. Muito cuidado com olhos e boca, já que essas tintas podem ser tóxicas. Não deixem as crianças dormirem sem remover a tinta com água e sabonete.

Praia e feriado de Carnaval é uma ótima combinação. Mas quais os cuidados para quem é alérgico a frutos do mar?
Um dos cuidados é não ter contato com outros alimentos que possam conter a proteína alimentar que causa a alergia, além de seguir orientações médicas sobre o plano de ação no caso de emergência. Quem nunca teve reação, não é possível prever se algum dia terá. Então, caso apresente algum sintoma alérgico durante a refeição, deve-se, imediatamente, interromper o consumo do alimento e procurar auxílio médico.

Borrachudos, pernilongos... Como se prevenir contra esses insetos?
A melhor prevenção é usar mosquiteiro na cama, telas contra insetos nas janelas, repelentes na pele, conforme a idade, e inseticidas. Evite ambientes abertos no início e final do dia. Cuidado com gramados onde proliferam formigas.

Quais os outros cuidados para passar um Carnaval sem preocupações?
Lembre-se de hidratar bem as crianças, oferecer alimentos leves, moderar nos doces e balas coloridos e evitar roupas que cubram todo o corpo, o que pode aumentar a sudorese, causando desidratação e insolação por excesso de calor.




FONTE: ASBAI
Leia mais sobre o tema aqui



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