27 novembro 2016

10 MITOS SOBRE ALERGIAS



1. Alergias são como resfriados.
Mito.
Alergias têm um componente genético: a pessoa nasce com a condição e no decorrer da vida as alergias podem aparecer. Vale a pena notar que não há idade definida para que as alergias apareçam.

2 Alergias podem ser confundidas com gripe.
Verdade.
Os sintomas principais da rinite alérgica são: espirros repetidos, coriza clara e abundante, nariz entupido, congestão e coceira em olhos, nariz, ouvidos e garganta. Podem ser confundidos com o sintomas da gripe, mas a diferença é que a gripe cursa com febre e mal estar. Além disso, os sintomas tendem a desaparecer dentro de alguns dias. 
No caso da rinite alérgica, a pessoa não tem febre, mas os quadros se repetem e podem ter longa duração, em especial no outono e inverno.

3 As causas de alergias podem ser múltiplas.
Verdade.
As alergias podem ser causadas por fatores ambientais (poeira, ácaros, mofo e pólen), animais (cães, gatos, cavalos e penas de aves), alimentos (amendoim, leite, ovo, trigo, etc.) ou ainda, por medicamentos (penicilina, aspirina ou anti-inflamatórios).

4. Alergias não têm jeito.
Mito.
Os sintomas de alergias podem ser controlados. O que não muda é a condição genética. Contudo, uma pessoa pode ser alérgica e saudável.

5 Alergias não matam.
Mito.
As reações a alergias alimentares, medicamentos e meios de contraste (substâncias usadas em alguns exames para melhorar a visibilidade) podem ser graves e matar uma pessoa.

6. Remédios são o melhor tratamento para as alergias.
Mito.
O melhor tratamento de alergias é eliminar o que causa o problema. Por exemplo, se a pessoa é alérgica a determinados alimentos, isso não deve consumir mais. Ou, se a pessoa desenvolve alérgico a certos animais, não deve estar em contato com eles. Se o paciente é alérgico a algum tipo de droga, tais como NSAIDs, você deve eliminar o seu uso. Medicamentos para tratar alergias são usados como socorro, para aliviar os sintomas. 
A imunoterapia específica ou vacina para alergia utiliza  extratos de alérgenos, mais conhecido já é conhecida e usada há mais de 100 anos. É o único tratamento capaz de modificar a história natural da doença e de interferir no sistema imunológico, diminuindo a imunoglobulina E (IgE).

7 Alergias podem provocar complicações.
Verdade
Algumas doenças alérgicas, como por exemplo a rinite alérgica, podem complicar e provocar outras doenças como: sinusite, otite, amigdalite, asma (ou bronquite alérgica).

 8 Uma criança que tem alergia (como rinite, asma, eczema) não precisa tratar, pois desaparece com o passar do tempo. 
Mito.
Quando uma criança tem sintomas de rinite (secreção de muco, congestão nasal, comichão no nariz), asma (tosse, catarro, falta de ar, chiado no peito) ou eczema (erupção cutânea, pele seca, coceira), deve ser tratado imediatamente, não importa a idade no início dos sintomas. O tratamento adequado pode controlar a doença e evitar complicações no futuro.

 9 Uma pessoa com alergia pode infectar outra pessoa.
Mito.
Alergias não são infecções e não são contagiosas. Crianças crianças alérgicas parecem estar doentes, mas não são contagiosas..

 10 Pessoas  podem ter alergia a um medicamento, apesar de já ter tomado toda a vida.
Verdade.
Uma pessoa pode tomar um medicamento muitas vezes ou por vários dias e depois tornar-se alérgica ao medicamento.

Fonte: SLAAI

20 novembro 2016

RINOCONJUNTIVITE ALÉRGICA


A rinite alérgica é uma doença de alta prevalência. Cerca de uma em cada sete pessoas têm rinite. Quando a rinite se associa com a conjuntivite, é chamada de Rinoconjuntivite Alérgica. 


Sintomas principais da Rinite Alérgica 
- Espirros repetidos 
- Coriza abundante e clara 
- Coceira incômoda (no nariz, olhos, ouvidos e garganta). 
- Obstrução (entupimento) nasal 
Mas, a rinite pode ser mais abrangente e se acompanhar de muitos outros sintomas acometendo a via respiratória e estruturas vizinhas: seios da face, ouvidos, faringe, laringe e até os pulmões. Um dado importante refere que a maioria das pessoas com rinite alérgica tem também acometimento dos olhos, com associação dos sintomas nasais e oculares. 

 A Rinite alérgica parece uma doença simples, mas pode provocar muitas complicações, interferindo nas atividades diárias, seja numa criança ou num adulto. E, quando a rinite se associa à alergia ocular, torna-se mais incômoda, afetando a qualidade de vida de forma ainda mais significativa. 

Os olhos podem ser alvos comuns do processo inflamatório alérgico, em função de sua grande vascularização e também pela alta sensibilidade dos vasos sanguíneos da conjuntiva. Estudo recente que incluiu cerca de 1000 pessoas, mostrou que nos casos de rinoconjuntivite, há agravamento da rinite, maior procura de atendimento médico, maior custo com medicamentos, faltas à escola e menor produtividade no trabalho. 

Vale salientar que a alergia ocular não é apenas uma coadjuvante da rinite alérgica. Pode ocorrer de forma isolada e trata-se de um problema clínico que necessita tratamento. É mais comum nas crianças e nos adultos jovens. 


Sintomas principais da Rinoconjuntivite Alérgica 
- Coceira intensa nos olhos 
- Lacrimejamento, secreção, geralmente espessa e clara, não purulenta 
- Sensação de corpo estranho nos olhos 
- Avermelhamento da conjuntiva 
Mais raramente: sensação de queimação e fotofobia. 

Diagnóstico da Rinoconjuntivite alérgica 
O diagnóstico se baseia na avaliação clínica, na história, na avaliação de sintomas. Verifica-se associação com a rinite alérgica, asma e a presença de atopia na família. O exame físico realizado pelo médico Os testes para avaliação da alergia, podem ser realizados na pele utilizando a bateria de inalantes e ácaros da poeira domiciliar. Em alguns casos, está indicada a dosagem da IgE total e específica no sangue, complementando o processo diagnóstico. 

Outros tipos de alergia ocular 
Conjuntivite papilar gigante, relacionada ao uso de lentes de contato. Em geral, não é grave e pode estar relacionada aos produtos que são utilizados para a limpeza das lentes. 

Alguns quadros de alergia ocular podem ser graves e acometer a córnea. Nesses casos, a coceira é mais intensa, fotofobia bem importante, podendo evoluir para lesões na córnea, dor e comprometimento da visão. Citam-se: 
 • Ceratoconjuntivite primaveril: é mais comum em crianças, com piora na época da primavera e em geral se relaciona com rinite e asma. 
 • Ceratoconjuntivite atópica: É grave. Pode comprometer a visão. Pode se associar a outros tipos de alergia, incluindo na pele (dermatite atópica). 

A conjuntivite alérgica deve ser diferenciada das conjuntivites infecciosas por vírus ou bactérias. Nestas, é comum o acometimento de apenas um dos olhos, o olho está intensamente injetado, com dor e sensação de areia. Na alérgica, a vermelhidão é mais leve e menos demorada e a coceira é o sintoma mais destacado. 

Tratamento da Rinoconjuntivite Alérgica 
O tratamento da alergia ocular é um conjunto de medidas, a saber: 

- Higiene ambiental no domicílio para combate aos ácaros da poeira. 
Limpeza diária com pano umedecido, evitando vassouras e espanadores e sem produtos de limpeza com cheiro ativo. Casa arejada. Quarto deve receber atenção especial aos colchões e travesseiros. Animais de estimação devem ser afastados do dormitório. - 

- Medicação para alívio de sintomas e para controle da doença.
Podem ser usados antialérgicos (anti-histamínicos). Recomenda-se tratar a rinite, quando associada. É preciso cautela com o uso de colírios, uma vez que a maioria é comprada sem receita médica. Colírios contendo vasoconstritores ajudam a reduzir a hiperemia (olho vermelho), mas devem ser usados por pouco tempo. Os colírios de cortisona dão sensação de alívio, mas tem risco potencial de efeitos colaterais: facilitam infecções, catarata e principalmente glaucoma (aumento da pressão intra-ocular). Portanto, só devem ser usados por ordem médica e por um período de tempo curto. 
A compressa com água (ou soro fisiológico) gelada é uma medida caseira, simples, barata e eficaz para o alívio dos sintomas da conjuntivite alérgica. 

- Imunoterapia com alérgenos ou vacina para alergia. 
Este tratamento capaz de reduzir a alergia já existente, bem como prevenir novas sensibilizações, controlando eficazmente a doença.



13 novembro 2016

Atopia e Alergia

As palavras atopia e alergia são usadas frequentemente e muitas vezes entendidas como sinônimos. Mas, têm significados diferentes, embora guardem algumas relações entre si. 

Alergia
É uma reação de hipersensibilidade iniciada por mecanismos imunológicos variados, tanto por anticorpos como por células.

Na alergia, do ponto de vista médico, a pessoa manifesta sintomas quando entra em contato com o alérgeno ao qual é sensível. 

Atopia
É uma palavra usada para definir uma tendência pessoal ou familiar, ou seja, herdada geneticamente, para se tornar sensibilizado e produzir um determinado tipo de anticorpo, chamado IgE ou Imunoglobulina E, em resposta a alérgenos.  

Pessoas atópicas podem ter sintomas característicos das doenças que são mediadas pela IgE ou imunoglobulina E.  Portanto, é preciso ser atópico para se tornar alérgico. 

Doenças com participação da IgE
As principais doenças que se caracterizam pela participação da imunoglobulina E ou IgE são:
- Asma alérgica, 
- Rinite alérgica, 
- Dermatite atópica, 
- Alguns tipos de alergia alimentar, medicamentos,
- Alergia a picada de insetos
- Anafilaxia.

Na realidade, o mecanismo das doenças é bem mais complexo. É fato que a IgE exerce um papel importante, mas outras células e substâncias também participarão da cascata que resulta na doença alérgica. 

O diagnóstico de uma alergia deve ser realizado com base na análise clínica da história da doença (anamnese), exame físico feito pelo médico. Em alguns casos, é possível realizar testes na pele ou dosar a IgE específica no sangue.

É necessário ser atópico para se tornar alérgico, mas o atópico não necessariamente progredirá para um estado alérgico (ou seja, nem todos os atópicos serão alérgicos). 

Adaptado de: Atopia (Inês C. Nunes - Luis Felipe Ensina)
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